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Todos Centeno ou todos Costa?

Portugal tem hoje o segundo saldo primário mais alto da Europa. Isto é impensável num País onde os serviços públicos estão no osso. Está nas mãos de António Costa ficar na história como um político habilidoso ou como um político que, graças à sua habilidade, mudou a política nacional

Resultado de sucessivos cortes financeiros, que começaram ainda antes de 2009 e se agravaram muito depois de 2011, vários serviços públicos entraram em ruptura, com destaque para Serviço Nacional de Saúde, que tem menor capacidade de adaptação rápida. Vários serviços do Estado recuaram anos num esforço de modernização que tinha sido feito e assistimos, pela primeira vez desde a entra na CEE, a uma degradação da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos e às empresas. E houve um desinvestimento em sectores fundamentais para a qualificação do País, como a ciência e a cultura. Duas áreas que, perante a ausência de resposta deste governo, mostram agora o seu cansaço. Em muitos destes casos, não chega regressar à normalidade. É preciso reparar os danos causados por anos de austeridade. A austeridade não foi apenas uma pausa, foi um recuo. Recuperar dos seus efeitos tem custos.

Saídos da crise, um governo de esquerda assumiu um programa de urgência. Não se tratava de um plano de ruptura com Bruxelas. A “geringonça” apenas se propunha aproveitar a estreita nesga de oportunidade que temos para repor mínimos de decência. Começar pelos reposição de rendimentos e direitos, e continuar pela dinamização da economia e pela normalização da dos serviços que o Estado presta. É na terceira parte que as coisas estão a patinar.

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