Siga-nos

Perfil

Expresso

Proença, um troféu de latão

É difícil perceber porque quer a Altice um tão pobre troféu na sua estante. Nem para branquear o comportamento destes selvagens laborais João Proença vale um décimo do que lhe vão pagar

A contratação de José Silva Peneda, ex-presidente do Conselho Económico e Social, como consultor da Altice para as relações laborais não me choca. O CES é uma estrutura onde estão representantes de patrões e trabalhadores. O dever de neutralidade dos seus presidentes dura enquanto durar o seu mandato. Tendo em conta a natureza desta empresa, fiquei um pouco espantado por ter aceite, mas nunca esperei da sua parte um especial vínculo aos interesses específicos dos trabalhadores. Já aceitação do cargo por parte do antigo secretário-geral da UGT é uma confissão. Por principio, um ex-sindicalista não aceita trabalhar para aqueles que, do lado do patronato, negoceiam com os sindicatos. Um sindicalista sério não vai trabalhar, depois de abandonar a sua função, para os recursos humanos. Não é por se tratar de um inimigo. Mesmo que estejam desencontradas no tempo, as duas funções são eticamente incompatíveis. Só que o caso é muito mais grave. Porque João Proença não aceitou assessorar uma empresa qualquer.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)