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Centeno, o nosso Dijsselbloem

O governo português tem um discurso para dentro e outro para fora. Só que essa arte de viver na fronteira, em que Costa é mestre, torna-se canhestra quando o artista é Centeno. E é vê-lo a dar aos gregos os mesmos ralhetes e as mesmas paternalistas palmadinhas nas costas que Dijsselbloem deu a Portugal

Como esperava qualquer pessoa atenta, a presidência do Eurogrupo já deu a Mário Centeno a oportunidade para entrar em dessintonia com o discurso oficial do governo. Numa entrevista à agência noticiosa grega, que só nos chegou cá porque Varoufákis mostrou indignação pública, o ministro das Finanças português explicou, naquele tom paternalista dos eurocratas, como foi vantajoso para a Grécia assumir a propriedade (“ownership”) das medidas impostas pela a troika. Como explica Bruno Faria Lopes, num olhar à direita do meu sobre a questão, mas que por honestidade intelectual sou obrigado a subscrever, a palavra “ownership” tem um significado preciso em eurocratês: assumir a imposição externa como uma escolha livre. E responsabilizou os gregos pela demora nos resultados: "Uma apropriação forte do processo de ajustamento pela Grécia poderia ter gerado muito mais cedo os resultados bons que vemos hoje."

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