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Uma lição de política em Vila Velha de Ródão

A escolha do autarca de Vila Velha de Ródão é, em última análise, entre a nossa saúde e o emprego dos seus eleitores. É evidente onde está o bem maior, mas a luta pela defesa do ambiente está perdida numa economia deprimida ou num interior sem possibilidade de escolher o pouco investimento que recebe

Para sermos justos temos dizer que todas as declarações do presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Luís Miguel Pereira, têm sido exemplares, expressando o seu empenho, não sei se sincero ou não, na descoberta da verdade sobre a origem da poluição no rio Tejo. Mas é evidente, apresar disso, a sua tendência quase automática para afastar todas as suspeitas da Celtejo. É natural. Citando o autarca, “se a Celtejo encerrasse seria um cenário aterrador para Vila Velha de Ródão”.

Quando pensa em política a maioria das pessoas imagina escolhas fáceis, entre o bem e o mal, o certo e o errado, a competência e a incompetência, a honestidade e a corrupção. Raramente as escolhas são tão claras. A do presidente Luís Miguel Pereira é, em última análise, entre a nossa saúde e o emprego dos seus eleitores. É evidente onde está o bem maior, mas ninguém pode condená-lo por desejar que a principal empresa da terra seja ilibada. É humano.

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