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O Presidente safou-se mas não arriscou

Marcelo sabia que teria o aplauso de quase todos com este veto mas que qualquer posição mais substantiva, fundamental para construir consensos sobre a forma de financiar a democracia, o punha sobre fracturas política que não lhe são úteis. Como os partidos, pensou primeiro nos seus interesses politicos e refugiou-se na questão formal

Quando o Presidente da República fez saber, pela comunicação social, que iria vetar a lei de financiamento dos partidos temi o pior. Primeiro, porque também ele falhava na forma: o objetivo era, desde logo e ainda antes de qualquer fundamentação, livrar-se da batata quente. Se não fosse, o anúncio viria no tempo certo e com a argumentação ponderada. Depois, porque o apelo para que o governo pedisse a verificação da constitucionalidade, poder que ele próprio tem, fazia antever um jogo político sem grande substância.

O veto presidencial, queixando-se da falta de fundamentação da lei aprovada e da falta de debate político, podia ser útil para corrigir o pecado original de tudo isto. Para isso, o presidente tinha o dever, porque tem o saber, de fundamentar o seu veto com mais do que uma curta referência à sua discordância pessoal. Balizando assim o debate em torno do estatuto fiscal dos partidos e da natureza pública, privada ou mista do financiamento.

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