Siga-nos

Perfil

Expresso

Há jornalistas que querem o poder da PIDE

Um jornalista pediu para ter acesso a escutas sem qualquer relevância para o processo onde estão milhares de horas de conversas de Sócrates com deputados, ministros e jornalistas. Quer o que qualquer polícia política costuma ter: a capacidade de fazer escutas e usá-las politicamente contra os escutados

Habituei-me a assistir à confusão de muitos que julgam que defender o rigor num processo judicial é apoiar o comportamento do arguido ou acusado. Uma confusão típica de quem acredita que a provável culpa de um criminoso suspende as regras do Estado de Direito. Por isso, não me preocupo com aqueles que me tratam como apoiante de Sócrates, alguém em quem nunca votei e que nunca apoiei, em quem nunca poderia ter votado e nunca poderia ter apoiado.

O que muitas vezes me levou a criticar a gestão pública do processo de José Sócrates nem foi propriamente a violação dos seus direitos. Foi um casamento perigoso entre a imprensa tabloide, que põe os interesses comerciais à frente de qualquer regra deontológica, e o poder judicial, a quem damos instrumentos excepcionais que têm de ser preservados.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)