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Tivemos um sociopata como primeiro-ministro?

Do que estamos a falar é se tivemos um sociopata como primeiro-ministro, que se julgava de tal forma invencível que pensava poder receber 24 milhões de luvas no lugar mais escrutinado da política portuguesa sem que ninguém o apanhasse. E que conseguiu enganar dezenas de pessoas honestas à sua volta, que lhe ofereceram o seu apoio político e a sua credibilidade

Não li, como é evidente, as quatro mil páginas da acusação a Sócrates. E gosto pouco de julgamentos mediáticos em versões resumidas. As acusações já as conhecíamos todas, porque todas foram há muito passadas para os jornais. Estas e outras, que acabaram por não se confirmar, e cuja publicitação manchou nomes de pessoas que, para todos os efeitos, estão inocentes. Este hábito de investigar em direto e ao vivo é o que mais me indigna no funcionamento das justiça portuguesa. E o que mais a desacredita.

Não li a acusação, não conheço as provas e a sua solidez. Não acompanho a ideia de que devemos ter uma confiança cega na justiça. Nem na justiça, nem em nada. Tudo deve ser escrutinado num princípio de boa-fé e de cautela. Apenas espero, neste momento, que a acusação seja sólida e que nenhum juiz venha a decidir, num caso desta magnitude, apenas com base nas suas convicções.

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