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Da ilha de Gorée à esquadra de Alfragide: a identidade calada dos portugueses

O nosso racismo é mais resistente. Faz parte da identidade deste País. Somos os colonos que se quiseram convencer que não tinham colónias e os esclavagistas que se veem como campeões na abolição da escravatura. O profundo racismo português esconde-se debaixo da mentira em que transformámos a nossa história. E nós somos estes fantasmas que escondemos

Quando Marcelo Rebelo de Sousa foi à ilha de Gorée, o maior entreposto de escravos para o Novo Mundo nascido de uma feitoria fundada pelos portugueses, sublinhou, mais do que a relevância que a escravatura teve na história do Império, o facto de Portugal ter sido dos primeiros países a aboli-la em território nacional, em 1761, tendo o Marquês de Pombal reconhecido que se tratava de um “ímpio e desumano abuso”.

Acontece que, mesmo depois dessa data, a escravatura continuou florescente e lucrativa em todo o Império. Só em 1773 quem nascia escravo em Portugal deixou de continuar a sê-lo. Só em 1836 houve uma tentativa de abolir o comércio de escravos no império. E só em 1878 seria definitivamente abolida a escravatura em Portugal e no Império.

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