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Demissão de Rocha Andrade é um tiro no porta-aviões

A demissão de Rocha Andrade é um tiro no porta-aviões. Trata-se da única pessoa com tino e experiência política no Ministério das Finanças. Estas demissões são um aviso à navegação: já não se pode fazer política como sempre se fez

Jorge Costa Oliveira, secretário de Estado da Internacionalização, João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, e Fernando Rocha Andrade, secretário de Estado dos Assuntos Ficais, demitiram-se e terão pedido para serem constituídos arguidos no caso das viagens ao Euro pagas pela GALP, provavelmente por suspeitarem que tal sucederia brevemente depois do Ministério Público ter chegado a dois chefes de gabinete. Não sei se António Costa foi realmente surpreendido por esta decisão coletiva ou se, pelo contrário, se tratou de uma antecipação do próprio. Se sim, fez bem. Neste momento, tudo o que não precisa é de três arguidos no seu governo. Nem por um minuto.

Depois de meses com excelentes notícias na frente económica, este está a ser o pior período da vida deste governo. Parece que todos os acontecimentos negativos, incluindo aqueles que Costa e os seus ministros não controlam, se estão a acumular. Isto em vésperas de eleições autárquicas. Mas talvez o “timing” destas demissões até seja o melhor para Costa: mais vale concentrar todas as más notícias.

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