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A defesa do País está à espera de concurso público?

A coisa parece uma rábula de Solnado: caso o País fosse invadido teriamos de pedir ao inimigo para esperar pelo concurso público e adjudicação de verbas para a resistência

Quando foi dito que o roubo em Tancos tinha sido a maior falha de segrança em toda a Europa neste século, o ministro da Defesa cometeu o erro de dizer que isso não era verdade. Deveria saber que a verdade é indiferente quando a histeria se instala. Como ele, não quero desvalorizar o sucedido. Parece-me incrível, sobretudo depois das justificações que foram dadas. Mas o papel da comunicação social não é sublinhar o alarme, é dar-nos a sua exata proporção. O assalto foi muito grave, mas não foi nem o primeiro nem é mais uma das muitas coisas que achamos que só acontecem neste país.

Os assaltos a armamento das forças armadas e da PSP começaram em 2010. Metralhadoras, pistolas-metralhadoras, carabinas, caçadeiras. Este foi o maior assalto mas não foi o primeiro. A história é longa. Quanto ao exclusivo nacional, nos dois últimos anos foram registados vários assaltos a quartéis e a um comboio militar em França, com roubos de lança-rouckets, obuses, granadas, explosivos, detonadores, caixas de armas, uma retroscavadora militar, um transportador de mísseis e um tanque. Em julho do ano passado foi roubado armamento ligeiro da base norte-amerianana de Panzer Kaserne, na Alemanha.

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