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Cálculos errados. Por duas vezes

Na marcação do referendo e das eleições os conservadores fizeram cálculos que pareciam infalíveis. Por duas vezes falharam e por duas vezes foram punidos. Para o mal e para o bem estes são novos tempos. Há coisas que o cansaço das pessoas já não tolera

Nas eleições britânicas os vencedores são os derrotados e os derrotados são os vencedores. Os critérios foram definidos por Theresa May: ela marcou eleições fora de tempo para reforçar o seu mandato para negociar o Brexit. Ele saiu fortemente diminuido.

A jogada de May baseava-se nos dados que tinha. Segundo todas as sondagens os conservadores preparavam-se para a maior vitória da sua história. Corbyn era um líder a prazo. Boicotado de forma aberta e militante pelo aparelho e deputados do seu partido, encaminhava os trabalhistas para uma hecatombe de proporções únicas. Era o momento para avançar. Problema: mesmo quando os cálculos estão certos os eleitores não apreciam excesso de calculismo. Cheira-lhes, muitas vezes com razão, a oportunismo.

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