Siga-nos

Perfil

Expresso

Felizmente Corbyn não seguiu o conselho de Blair

45% dos britânicos continuam a fazer parte dos “hard leavers”. Apenas 22% serão “hard remainers”. E 25% serão pessoas que, tendo votado para ficar na União Europeia, acham que o governo deve cumprir a decisão popular. Ou seja, o conselho de Blair era o Labour disputar 22% dos eleitores

“O Brexit é o terma dominante desta campanha. A resposta da oposição numas eleições convencionais seria: votem Labour para derrubar os Tories e levar o Labour para o governo. A resposta nestas eleições pode vir a ser em linha com o convencional: o Brexit não é o único tema, por isso votem Labour, por exemplo, para salvar o Serviço Nacional de Saúde e travar os cortes nas escolas. Não resultará.” A afirmação foi feita pelo antigo primeiro-ministro Tony Blair, num artigo publicado no The Guardian, a 24 de abril. E o conselho era simples: a campanha trabalhista devia ser contra o “hard Brexit”. Esse devia ser o tema.

É verdade que era difícil fazer uma campanha em que o Brexit não fosse um tema quando é ele que vai marcar todo o próximo mandato. Mas a estratégia enfrentava, como reconhecia o próprio Tony Blair, um pequeno problema: o eleitorado trabalhista dividiu-se no Brexit. Escolhê-lo como tema acantonava Corbyn, que ainda por cima está longe de ser um europeísta militante, nos campo dos opositores ao Brexit do seu partido. Mas compreende-se a estratégia de Blair. Macron foi o único sobrevivente do legado político de Blair. E só o conseguiu fora do espaço natural da esquerda. Para enfrentar os conservadores, ou Corbyn escolhia o Brexit como tema ou escolhia a tradição trabalhista que o blairismo abandonou. A escolha de Blair era óbvia.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)