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Socorro, um negacionista na Casa Branca!

Em Malta, Donald Trump fez por deixar uma impressão bem vincada. No seu estilo infantil e rufia, passou raspanetes aos aliados e teve um comportamento agressivo. Na Sicília, na cimeira do G7, voltou à carga e confirmou a posição dos EUA em relação ao acordo de Paris. E o mundo perdeu os EUA para o mais importante combate da história da humanidade: a luta pela sobrevivência da nossa espécie

Prevendo, como todos, o que hoje é anunciado, escrevi, em novembro do ano passado, um texto em que defendia que este seria o maior de todos os perigos da chegada de Donald Trump à Casa Branca. Porque não estamos a falar da espuma dos dias, é esse texto que hoje republico, na parte relativa às alterações climáticas. Tudo está igual e tudo vai piorar:

Se tivesse de selecionar o maior perigo que Trump significa para todos nós escolheria o facto de negar as alterações climáticas e o papel que os humanos têm neste fenómenos. Na Europa, os negacionistas de uma tão esmagadora evidência científica (haverá poucas que reúnam tamanho consenso entre os estudiosos) são muito poucos. Em Portugal, só me recordo do meu colega colunista Henrique Raposo, que, aqui no "Expresso", lamentou que a arrogância iluminista e antropocêntrica se centrasse nos humanos e ignorasse o papel dos vulcões, do sol e de Deus nas alterações climáticas. Mas nos Estados Unidos, graças a uma campanha desenvolvida pela Fox News e por porta-vozes avençados de quem está disposto a destruir o futuro da humanidade em nome do lucro imediato, continua a haver muitas resistências a uma política que reduza a absoluta dependência dos EUA em relação aos combustíveis foceis.

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