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WannaCry e a rede que nos sufoca

Só quando deixarmos de olhar para a rede e para a globalização como fenómenos intrinsecamente bons, e não como factos históricos com efeitos contraditórios, poderemos gerir algo que nos deixa tão expostos

A distribuição de ransomware, que encriptou dados de muitos de milhares de computadores exigindo o pagamento de 300 dólares em bircoin para o seu desbloqueio não tem, na sua metodologia, nada de novo. É um ataque corriqueiro e pouco sofisticado. Tão simples que, apesar da sua dimensão, foi travado com dispêndio de apenas 12 euros, por um informático de 22 anos. Apesar do aparato, não terá rendido mais de 32 mil dólares.

A razão para o alarido tem a ver com a dimensão da coisa, que, segundo a Europol, não tem precedentes. O WannaCry correspondeu a 45 mil ataques em 74 países, passado por Espanha, Rússia, Ucrânia, Taiwan, EUA, Reino Unido, China, Itália, Vietname ou Portugal. Afetou computadores com o sistema operativo Windows, da Microsoft. De um hospital oncológico indonésio à PT portuguesa, as vítimas foram variadas e espalhadas por todo o globo. Da Renault, que teve de parar a produção em várias fábricas, ao Serviço Nacional de Saúde britânico, que foi obrigado a encaminhar pacientes para outros serviços.

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