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Já não hão há uma frente democrática contra Le Pen

Ao contrário do que sucedeu em 2002, haverá um voto comum contra Le Pen mas não haverá uma frente democrática contra ela. Porque a Europa mudou. A esquerda está a deixar de ser europeísta e a direita está a ceder à xenofobia. Nada as une

Era de esperar, e sobre isso já escrevi, que surgisse o apelo ao voto no “mal menor” na segunda volta francesa. Uma vitória de Le Pen é muitíssimo improvável. A Frente Nacional não apareceu, ao contrário de Trump, há pouco tempo. Os campos estão bem delimitados. Macron terá sido o único a baralhá-los ao conseguir o impensável: com o apoio de todo o holandismo e de todo o regime, beneficiar, apesar de ter sido ministro da Economia, de uma falsa sensação de novidade. Marine é produto antigo, que vai crescendo de eleição em eleição mas tem pouca capacidade de atração rápida.

Ao contrário do que alguns pensam, a capacidade de atração de Le Pen é especialmente baixa junto do eleitorado de Mélenchon. Esse é o eleitorado que, no terreno, combate de forma mais militante e sem concessões a sua agenda anti-imigrantes. A não ser, claro, que Macron continue a ir a fábricas em greve e risco de deslocalização para explicar aos operários as vantagens da sua situação.

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