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PCP e Chechénia: “Good Bye Lenin!”

Nem a “solidariedade com os países irmãos” justifica uma desculpa esfarrapada para não votar a condenação evidente à perseguição dos homossexuais na Chechénia. Alguém tem de ir à Soeiro Pereira Gomes avisar que o comunismo acabou na Rússia. A necessidade de defender tudo o que por ali se faz começa a assemelhar-se ao guião de “Good Bye Lenin!”

O Parlamento votou uma resolução que deveria ter merecido unanimidade: em solidariedade com os homossexuais da Chechénia que, segundo relatos de vítimas e denúncias de grupos russos de defesa dos direitos humanos e a Amnistia Internacional, têm sido detidos e mantidos em cativeiro num antigo quartel de Argun, onde são torturados por espancamento. Argumentando que não há provas da existência desses campos – considera que as denúncias destes movimentos e da Amnistia poderão ser falsas –, o PCP absteve-se. Ao que parece, Putin não confirmou. Estarei atento a outras votações com outras denúncias a outros abusos, para saber se os comunistas esperam pela confirmação oficial, feita pelos próprios abusadores.

O PCP nem precisava de muito. Bastava ouvir Ramzan Kadyrov, o governador fantoche de Chechénia: "Não se pode prender ou perseguir pessoas que não existem aqui. Se tais pessoas existissem na Chechénia, as autoridades não teriam que se preocupar, porque as próprias famílias tratariam de os enviar para sítios de onde já não pudessem voltar". Isto chega para o PCP ou nem assim?

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