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DGComp, a inimiga dos contribuintes

O papel da DGComp tem sido o de enfraquecer o poder negocial dos Estados com privados, prejudicando os contribuintes. Uma estrutura que deveria ser um árbitro porta-se como uma parte, sempre contra o interesse público

Sobre a solução para o Novo Banco já aqui escrevi. Antes de ser conhecida, mas o essencial manteve-se. E parece-me que a ilusão de que esta venda (na realidade é uma oferta) vai fechar os dramas com a banca nacional é francamente exagerada. Na realidade, quer-me parecer que a dependência da banca de ajudas públicas passou a fazer parte da sua natureza e do processo de transferência de recursos da economia e do Estado para o sector financeiro. Veio para ficar. Acabaremos por saber o que significaram e irão significar, em encargos passados e futuros, os 25% com que o Estado ficou.

Defendi, e não encontrei nenhum argumento que desmentisse ser a melhor solução, o adiamento sem prazo da venda. Não me refiro obrigatoriamente à nacionalização, mas sim à preparação do banco para o vender em melhores circunstâncias. Não estou seguro – muito pelo contrário – que a solução encontrada para o Novo Banco não venha a custar dinheiro ao Estado ou, pelo menos, ao conjunto da banca. Compreendo a pressa do governo em ver-se livre deste fardo, mas temo que, mais uma vez, se esteja a varrer o problema para de baixo do tapete.

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