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Défice no discurso de Passos Coelho

Ou Costa tinha razão ou Costa é um Passos muitíssimo mais competente. Nenhuma das duas hipóteses permite grande discurso à oposição. E os números da economia não ajudam vender a tese da continuação da austeridade

O Partido Socialista mandou espalhar pelo País um cartaz onde se lê: “2,1% - o défice mais baixo da nossa democracia”. O cartaz é eficaz para o marketing, mas um erro político. Eficaz para o marketing porque desmente a ideia feita de que a esquerda em geral e o PS em particular são incapazes de manter as contas públicas equilibradas. Politicamente errado porque apresenta o défice como um objetivo e não como um instrumento. Há momentos em que os governos, para fazerem o seu trabalho, podem ser obrigados a aumentar o défice, há outros em que o podem descer. O objetivo é o emprego, a prosperidade e o bem estar das populações. Ou seja, este cartaz, sendo bom para o PS, está a dar um excelente argumento ao próximo governo que apresentar a austeridade como solução para uma crise.

Mas a verdade é esta: o défice ficou nos 2,1% e mesmo que lhe retirassem as medidas extraordinárias que todos os governos usaram ficaria, segundo a Unidade Técnica de Apoio ao Orçamento (UTAO) da Assembleia da República, pelos 2,4%. E isto fez-se sem aumentar a carga fiscal (até houve uma queda ligeira). As coisas parecem suficientemente sólidas para até Teodora Cardoso ser obrigada a uma previsão de 1,75 de défice para 2017.

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