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Juncker e o novo normal

Se andássemos uma década para trás, seria impensável alguém com as responsabilidades de Juncker sugerir, por piada que fosse, que poderia apoiar uma secessão num país aliado. A eleição de Donald Trump parece ter provocado a banalização das provocações gratuitas e a destruição de todas as regras diplomáticas

Entrámos na fase piadética das relações internacionais. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse, com ironia, no encontro do PPE, que da mesma forma que Donald Trump tinha felicitado o Reino Unido por sair da União Europeia, um dia destes ele iria apoiar a independência do Ohio ou do Texas. O combate entre a direita americana e a direita europeia passou para uma fase senil.

Apesar de se tratar de uma piada, vinda de um senhor que já nos habituou à sua incontinência verbal, há uma coisa que parece importante explicar ao presidente da Comissão: o Texas e o Ohio não são Estados soberanos. Se, de facto, decidissem abandonar os EUA tratar-se-ia de uma secessão. O Reino Unido nunca deixou de ser um Estado soberano. A saída da União, apesar a histeria instalada que trata a decisão democraticamente sufragada como uma ignominiosa traição, é apenas a desvinculação voluntária a uma União de Estados independentes.

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