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Máquina Moral e o princípio do fim da humanidade

É quando tentamos dar humanidade a uma máquina que devemos perceber que é ali que a máquina tem de parar. Nós somos a única espécie capaz de distinguir o bem do mal. No dia que criámos máquinas capazes de fazer essas escolhas por nós estaremos fritos

Anda aí um EXERCÍCIO que passa por fazer opções morais. A pergunta é relativamente simples: um carro sem travões aproxima-se de uma passadeira e tem de escolher para que lado vira. A questão é saber, perante diversas varáveis, as escolhas que fazemos. Temos crianças, idosos, adultos, grávidas, homens, mulheres, animais, pessoas com cadastro criminal, mendigos, médicos e por aí adiante. E ainda pessoas de todos estes grupos no carro, que podemos atirar contra uma barreira, e as que estão na rua. Matamos uma criança que vai no carro ou uma criança que está na passadeira. Matamos um bandido que está a passar no verde ou uma pessoa honesta que atravessa com o vermelho? Matamos animais que passam o verde ou médicos que passam no vermelho? Matamos um mendigo ou uma grávida? Um gordo ou um saudável? O cumprimento da lei fica acima dos resultados? Devemos intervir ou deixar o carro seguir? Na realidade, temos de fazer de deuses, decidindo que morre e quem sobrevive. Este trabalho tem como função criar uma espécie de máquina moral.

No fim, é-nos dito se valorizamos mais ou menos, em comparação com as restantes pessoas que responderam aos dilemas, o salvamento de vidas, a proteção dos passageiros, o respeito pela lei, o género, a idade, a condição física das vítimas, a classe social, se são homens ou animais. Este exercício, que se tem espalhado de forma viral na Internet, faz parte de um estudo científico da MIT Media Lab. Os participantes, que pode ser qualquer um de nós, não são informados previamente e os resultados servem para um trabalho em torno da ética das máquinas autónomas, nomeadamente os carros sem motorista.

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