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 A solução para o Novo Banco é o pior dos dois mundos

Ou o Estado paga e manda, ou o Estado não manda e vende. Se é para ficar com o Novo Banco, que tenha sobre ele o controlo e não um quarto dos problemas e poder nenhum. Como disse Catarina Martins, assim “é o pior dos dois mundos”

A União Europeia usou Portugal como cobaia para uma nova forma de lidar com crises bancárias. Correu mal e, como é habitual, o jogo é do toca e foge. Bruxelas decide o que é melhor para nós e nós pagamos a factura se afinal não for grande coisa. Olhando para o BES, assim como olhando para uma intervenção externa que tinha a estabilização do sistema bancário como segundo pilar e deixou tudo na mesma ou olhando para a fraude que foi a “saída limpa”, uma decisão política com fins meramente eleitorais para manter um governo submisso no poder, é difícil ser arrogante com a decisão tomada hoje pelos britânicos. Bem sei que os seus motivos foram outros, mas não é fácil criticar quem decide abandonar um barco desgovernado. Mas o Brexit deixo para o meu texto de sábado. Agora é o Novo Banco.

Antes de sair do governo, Passos Coelho decidiu reconduzir Carlos Costa como governador. Um homem que, sabemos hoje, decidiu ignorar todos os avisos e manter o seu colega (era assim que na realidade o via) Ricardo Salgado à frente do BES até ao limite do tolerável. Na troca de favores que marcou a relação entre Passos Coelho e o governador do Banco de Portugal, este escolheu o secretário de Estado Sérgio Monteiro para tratar da venda do banco. Foi-se embora com o cheque na mão e sem vender coisa nenhuma. Uma venda que não tinha prazo, depois passou a ser urgente, depois voltou a não ter prazo. No fim, a batata quente acabou, como tantas outras, na mão de António Costa.

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