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TSU: o calculismo cínico do PSD

Ao contrário do PCP e do BE, o PSD não tem qualquer problema substancial com a redução da TSU para os empregadores. Não o tinha em 2012, quando a queria reduzir para descer os custos de trabalho, continuava a não o ter em 2014, quando a defendeu com o mesmo objetivo que agora é proposto. O bloqueio a esta medida pretende apenas explorar as divergências entre o PS e os partidos à esquerda. É um jogo calculista e cínico politicamente legitimo. Mas o incomodo que causou nas associações patronais e nos aliados tradicionais do PSD demonstra que se trata de mais um tiro no pé

A razão pela qual participei numa manifestação, a 15 de setembro de 2012, contra a redução da TSU mantém-se em 2017: ela desequilibra ainda mais a distribuição dos custos com a segurança social entre trabalhadores e empregadores e contribuirá para a insustentabilidade do sistema de pensões. As diferenças entre a redução proposta por Passos Coelho e a atual são, no entanto, várias.

Em favor da proposta de Vieira da Silva podemos dizer que estamos perante valores muitíssimo inferiores, que não há uma transferência direta entre a TSU dos empregadores e dos trabalhadores, que esta solução é transitória e apenas para uma parte dos salários e que tem como objetivo aumentar os salários mais baixos, não reduzir o salário indireto.

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