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Balanço dos líderes (2): Jerónimo, um vitorioso em contraciclo

Desde que chegou à liderança, Jerónimo de Sousa estancou a queda do PCP, adaptou-o a um tempo de menor força social e sindical, onde os resultados eleitorais se tornaram ainda mais importante, resistiu ao perigo bloquista, deu um rosto simpático e humano ao partido, capitalizou a razão que os comunistas tinham em relação à Europa e ao Euro e tornou possível um acordo com os socialistas, para travar a derrota de todas as causas

Está nos livros de História: são os elementos com poder nas estruturas do passado e insuspeitos de querer a mudança que geralmente conseguem levar a bom porto. Apesar da simpatia e da dança, Jerónimo de Sousa era tudo menos um homem que alguém imaginaria a liderar o PCP num momento de alteração histórica tão profunda, como a sustentação parlamentar de um governo do Partido Socialista. Nem ele, nem a eminência parda da direção comunista, Francisco Lopes. Carlos Carvalhas nunca teria a capacidade de o fazer.

Ao contrário do que parece ser o caso do Bloco de Esquerda, para quem a geringonça até é mais fácil de digerir, o PCP deu, no último congresso, sinal de ter uma estratégia a longo prazo. A estratégia foi resumida numa frase de Jerónimo de Sousa: “quanto melhor, melhor.” Uma lapalissada que deve ser repetida, muitas vezes, a alguns revolucionários.

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