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Um governo bolchevique, centrista e radical que é igual ao de Passos e está no bolso do Bloco

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Perante a apresentação de um orçamento que confirma todas as medidas que anunciavam a revolução socialista ali ao virar da esquina, mas que é mais difícil de caricaturar do que cada medida isolada, subitamente surgiu uma tese diferente: o governo rendeu-se à TINA. E o Bloco e o PCP, que tinham o PS no bolso, afinal meteram a viola no saco. O que era preto passou a ser branco, o que era revolucionário passou a ser temerário. Tem sido uma constante: assusta-se com a revolução para depois dizer que afinal fazem o mesmo que o governo anterior. Sem que nada, entre uma coisa e outra, realmente aconteça. Venderam-nos que estávamos a fazer a única coisa possível. Chegado outro governo tem de se confirmar esta ideia. De duas formas possíveis: que ele não faz diferente ou que por fazer diferente atira o País para o abismo. Ou estamos na mesma ou vem aí o Diabo. Como o governo cumpre o défice e devolve rendimento (mesmo que lentamente, mais depressa do que era proposto por Passos Coelho), a narrativa entra em curto-circuito. Tenta passar duas ideias contraditórias e uma anula a outra

Uma pessoa até fica enjoada, tais são as guinadas das “narrativas” sobre este governo. Poderia dizer a “narrativa” da oposição, mas estaria a atribuir créditos a quem não os merece. Ela tem sido escrita mais por jornalistas e supostos especialistas do que por políticos.

Nos últimos 15 dias antes do Orçamento de Estado ser apresentado foram sendo conhecidas medidas. Quase todas, diga-se em abono da verdade, se confirmaram. E todas nos eram contadas da mesma forma: estávamos perante um governo de revolucionários que tinha decidido atacar a propriedade privada e queria destruir a economia nacional e assustar os investidores. António Costa estava no bolso de Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. Conclusão: no meio de tanta irresponsabilidade estaríamos a caminho do terceiro resgate. Todas as medidas foram aparentadas, na comunicação social, seguindo esta narrativa. Os impostos até tinham o nome de dirigentes do BE.

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