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Os golpistas que se salvam

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Falta ao processo de destituição da Presidente do Brasil tudo para ser legítimo: uma base legal sólida, respaldo constitucional, justificação política e autoridade moral. Apesar de reconhecer e aplaudir os ganhos sociais conseguidos pelos anos de governação do PT, fui muito crítico em relação à degenerescência ética que tomou conta do governo. Mas não é a corrupção que move os promotores deste golpe, quase todos bem mais descarados no roubo do que aqueles que pretendem julgar. Querem garantir que chegado o tempo das vacas magras não se perdem os privilégios que representam e que sejam os de sempre a pagar sozinhos a fatura da crise. E querem salvar-se eles mesmos de qualquer julgamento pelos seus crimes

Parece-me que Dilma se despediu ontem da política brasileira. Despediu-se rebatendo o absurdo processo que levou uma maioria parlamentar liderada por políticos suspeitos de corrupção a destituiriam uma Presidente eleita por voto directo através de um expediente que levaria à destituição da esmagadora maioria dos governantes europeus e de todos os presidentes brasileiros.

O governo que substituiu o de Dilma não tem qualquer legitimidade política para governar: num sistema que é, ao contrário do nosso, presidencialista, uma maioria circunstancial no Congresso substituiu os eleitores e perverteu a ordem constitucional brasileira.

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