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Antes pelo contrário

É o Deutsche Bank e a banca italiana, estúpidos

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Segundo o FMI, o Deutsche Bank é o maior risco sistémico em todo o mundo. As suas ações valem hoje 8% do que valiam em 2007 e caíram 48% só nos últimos 12 meses. Os seguros contra os risco de crédito do banco alemão estão em valores mais altos do que em 2008. Depois de seis anos de uma queda disfarçada, os últimos nove meses foram marcados por escândalos. Descobriu-se que escondeu nove mil milhões de euros em perdas, durante a crise financeira. Em 2015 teve um prejuízo de 6,8 mil milhões , depois de uma condenação por manipulação do Libor ter levado ao pagamento de uma coima de 2,3 mil milhões. A sua subsidiárias nos EUA chumbou no teste anual de stress da Reserva Federal. Os sinais de alarme já tocaram todos e o Brexit piorou a coisa: 19% das suas receitas têm origem no Reino Unido. Esperemos que as nuvens negras que cobrem a banca alemã e italiana se dissipem. Mas não deixa de ser assustador que, com uma bomba relógio em casa, Shauble tenha obrigado a Europa a entreter-se com a destabilização de Portugal. Alguém lhe explique que se a bomba rebentar os limites ao défice não passarão de uma piada de mau gosto. A começar para a Alemanha, que os violará de novo e de novo escapará a sanções

Desde o Brexit que a Alemanha intensificou o bullying sobre Portugal. Não sei se o objetivo é mostrar mão firme depois da debandada britânica ou criar problemas a um governo que não lhe agrada. Sei que a Europa tem de estar muito perdida para, perante a dramática situação em que se encontra, se ter andado a entreter com 0,2% de défice português.

Desde que criou o euro que a União não faz mais nada para além de tentar salvar uma moeda que teve como única vantagem permitir à Alemanha manter enormes excedentes comerciais sem ter de sofrer valorizações cambiais. Uma anormalidade “subsidiada” pela austeridade dos deficitários. Enquanto tratava da boa saúde da economia alemã, esteve-se nas tintas para a política - e o comboio está a descarrilar.

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