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O agoiro adiado

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É provável que este governo, como os outros, esteja a empurrar as despesas com a barriga. Mas convenhamos que nem uma pança de Pai Natal conseguiria transformar o pré-apocalipse anunciado nos números de execução orçamental conhecidos esta semana. Está tudo feito contra este governo? Não. Bruxelas, Conselho de Finanças e alguma imprensa económica – já para não falar do PSD e do CDS – apoiaram uma determinada política. Aceitarem que outra política não leva ao colapso seria aceitarem que estavam errados e que os seus erros nos saíram caros. Se não se confirmar o desastre, resta-lhes dizer que este governo está afinal a fazer o mesmo que o anterior ou que, mesmo que a sua política resulte, a Europa se encarregará de estragar tudo. É nisso que estão a apostar. Mas, com a suspensão das sanções, ainda não foi desta

Os números da execução orçamental são, como tudo indicava, positivos. O défice orçamental em contabilidade pública caiu mais de 970 milhões em relação ao período homólogo de 2015. A melhoria no défice primário é de cerca de 1400 milhões de euros.

Sempre que surgem números oficiais que não correspondem às previsões ou opiniões transformadas em previsões faz-se um intervalo no agoiro. Por uns dias não estamos à beira do abismo, por uns dias não vem aí mais um resgate, por uns dias não voltámos ao louco despesismo socialista.

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