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Um vago banco péssimo

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O assunto já tinha sido tema numa entrevista de António Costa, em meados de abril, e voltou a sê-lo numa outra, de António Saraiva, na segunda-feira: o que fazer com o crédito malparado? A ideia do banco péssimo é de tal forma vaga que é difícil ter uma opinião sobre ela. Pode ser demasiadas coisas e até pode ser o mesmo empurrar com a barriga a que a troika se dedicou durante quatro anos. Só vale a pena pensar numa solução deste género se ela diminuir muito significativamente e de forma sólida o risco de repetição de situações como as do BPN, BES ou Banif. E se a ideia é limpar os bancos de problemas esta oportunidade teria de servir para permitir uma renegociação das dívidas de famílias e pequenas empresas que vivem à beira do abismo, uma doença nacional escondida, de enormes dimensões, e que raramente merece tratamento político. Com a possibilidade de mexer em juros e maturidades, coisa que este “banco” poderia negociar. Se é para juntar todos os males no mesmo lugar que sirva para ajudar a economia portuguesa a respirar. Não quero que o contribuinte volte a pagar a factura bancária. Mas ainda menos aceito esse risco se as verdadeiras vítimas desta crise forem de novo esquecidas

O assunto já tinha sido tema numa entrevista de António Costa ao DN e TSF, em meados de abril, e voltou a sê-lo numa outra, de António Saraiva, ao “Económico” de segunda-feira: o que fazer com o crédito malparado? O presidente da CIP diz que Portugal "está com uma bomba relógio debaixo dos pés", com os bancos a acumularem 20 mil milhões de crédito malparado e as empresas a não conseguir crédito.

A proposta de criação de um veículo que absorva o crédito malparado (ou pouco rentável) dos vários bancos surgiu, de forma vaga, proposta pelo primeiro-ministro e aparentemente apoiada pelo governador do Banco de Portugal e o Presidente da República, depois de uma visita de Mario Draghi. Sabendo que isto foi, em diferentes modalidades, experimentado em vários países europeus, há razões para acreditar que a coisa não caiu do céu aos trambolhões. Mesmo que não esteja fechada, mesmo que não esteja cozinhada, está seguramente apalavrada.

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