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Expresso

Enquanto Passos liderar o PSD Marcelo será um Presidente exemplar

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Para atrapalhar Passos Coelho Marcelo precisa de fazer apenas uma coisa: ser exemplar na solidariedade institucional com o António Costa, não dar um milímetro de espaço às teorias que tentam reduzir a sua legitimidade política e deixar sempre claro que, por ele, o governo durará os quatro anos. Na realidade, basta-lhe cumprir o seu dever. E deixar Passos a falar sozinho. Isto esvazia quase todo o discurso político de Passos Coelho, que precisa de ter em Belém, como teve até agora, quem secunde a tese do golpe. Sem o Presidente perde o aconchego institucional para esta conversa. A questão é o que fará Marcelo se a maioria de esquerda de suicidar. Isso pode acontecer por tacticismo eleitoral de alguma das partes ou por um impasse negocial que resulte de novas exigências europeias inaceitáveis para o BE e PCP. Mas se o governo de António Costa passar o Rubicão de 2017, com orçamento aprovado e autárquicas vencidas, Passos deixa de ter discurso

Como disse antes das eleições, tenho todas as dúvidas que Marcelo Rebelo de Sousa consiga deixar de ser quem é. Poderá definir para si mesmo um perfil discreto, deixando para os temas politicamente irrelevantes o espetáculo de que precisa. Mas em Marcelo a intriga e a conspiração são uma segunda natureza.

É para mim evidente que enquanto Pedro Passos Coelho estiver à frente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa será um aliado discreto de António Costa. Até porque se sente pessoalmente mais próximo do atual primeiro-ministro, com quem tem uma relação empática, do que de Passos, que tentou travar a sua caminhada para Belém. Há deselegâncias que não se perdoam e a infantilidade da resolução aprovada no últimos congresso do PSD não será facilmente esquecida. Para além disso, duvido que Marcelo acredite que a direita está preparada para regressar ao poder pelas mãos do mesmo protagonista.

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