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Passos Coelho voltou, numa segunda-feira de nevoeiro, em Paredes

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Pedro Passos Coelho foi inaugurar o Centro Escolar do Lordelo, em Paredes. Não é habitual uma autarquia convidar um deputado, mesmo que seja líder de um partido, para inaugurar uma escola pública. Mas tratou-se de uma inauguração retroativa. A escola está a funcionar desde 2013. E é natural que quem inaugura o que já foi inaugurado chame para inaugurar o primeiro-ministro que já abandonou o cargo. Assim fica tudo no passado. Mas Passos Coelho acabou por prestar um enorme serviço à Nação. Como muito bem notou um comentador anónimo que li nas redes socais, passou uma mensagem de confiança aos mercados, que sentiram de novo o seu pulso firme e austeritário a segurar as rédeas do País. E isso sentiu-se imediatamente. Depois da subida das taxas de juro do final da semana passada, tão sublinhada na imprensa e televisão, fomos, no dia desta bem-fadada inauguração, os campeões de uma nova descida. Infelizmente, com a costumeira má vontade da comunicação social para com Passos Coelho, a queda das taxas de juro, que a ele devemos, não mereceu o mesmo destaque daquela sexta-feira que devia ter sido negra. Ingratos!

Pedro Passos Coelho foi inaugurar o Centro Escolar do Lordelo, em Paredes. Provavelmente alguns leitores ficarão espantados. Não é habitual uma autarquia convidar um deputado, mesmo que seja líder de um partido, para inaugurar uma escola pública. Costuma ser o primeiro-ministro, o ministro da Educação, um secretário de Estado e, se a coisa é para ser em grande, o Presidente da República. Isto independentemente da cor política do executivo autárquico. O País é só um e só tem um primeiro-ministro.

Pensará o leitor que se a moda pega teremos Jerónimo de Sousa a inaugurar centros de saúde no Alentejo. Que pode até passar a ideia que o PSD não reconhece o governo da República e decidiu, pelo menos do ponto de vista simbólico, ter um governo paralelo, com um primeiro-ministro alternativo. Uma espécie de governo no exílio, mas dentro de portas.

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