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Expresso

O Orçamento e as fezadas

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É tal a ansiedade para ver a fúria europeia cair sobre o país e assim desfazer a “geringonça” (a vitória de Marcelo não dá essa garantia à direita), que uma carta anódina da Comissão Europeia, em que se pedem esclarecimentos e se explicam procedimentos, foi transformada num chumbo prévio do Orçamento de Estado. França, Espanha e Itália já receberam missivas semelhantes. Na realidade, há muita Europa com défice excessivo e há quem já veja a hecatombe despesista dos socialistas (apesar do OE de 2015 ter outra paternidade) no horizonte. Aconselha-se calma, que a negociação ainda vai a meio.

Diz-se que as previsões do Governo para o crescimento pecam por excesso de otimismo. É possível. O problema é que as mesmas pessoas que o dizem aceitam, sem drama, as previsões do Programa de Estabilidade e Crescimento. Sem qualquer medida que tivesse qualquer impacto no mercado interno, falava-se de um crescimento de 2%. Isto com um défice de 1,8%. O que Centeno prevê é que, graças ao efeito no consumo interno de bastantes medidas de reposição e aumento do rendimento (que levam o défice para 2,6%), teremos um crescimento de 2,1%. Ou seja, o que era aceitável sem medida alguma que o justificasse, passou a ser delirante quando há medidas que o sustentam. A não ser que a fé anime a economia, não vejo como defender esta teoria.

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