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Expresso

A caminho de 2017, o ano de todos os perigos

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Desde 2008, com a crise financeira, que a União Europeia está num processo de decadência política. A forma como lidou com a Grécia, o Chipre e Portugal deixou bastante evidente a sua nova natureza antidemocrática. O domínio alemão, a ilegalidade da troika, o formalismo do Eurogrupo, tudo tornou bastante evidente que a União Europeia da convergência é um sonho do passado. E 2016 tem tudo para acelerar o processo de desagregação da União. Com a possível independência da Catalunha, o referendo britânico à permanência na União e as perigosíssimas eleições presidenciais francesas, tudo em 2017, a caminhada parece ser para o abismo. Claro que tudo pode mudar. Mas, por o que vimos desde que se inventou esse monstro chamado euro, as mudanças têm sido quase sempre para pior

Depois dos balanços, vêm as previsões. É assim que se costuma fazer. Só que fazê-lo, para 2016, seria uma irresponsabilidade. É impossível fazer qualquer previsão. E a razão porque é impossível é esta: Europa. 2016 será, na realidade, o ano antes de 2017. Não, não é apenas uma evidência. Em 2016 teremos a preparação para o ano de todos os perigos.

É até 2017 que o Reino Unido realizará o referendo para a sua permanência na União Europeia. Apesar do sistema eleitoral ter protegido o regime de um UKIP em ascenção, é evidente que o perigo está ali. Com a Europa em crise política continuada, um domínio crescente da Alemanha e um euro cada vez mais caro para a Europa, o Reino Unido não tem qualquer razão para se querer manter na União. Mesmo que fique, o preço da sua permanência será tal que muitos preferirão que saia.

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