Siga-nos

Perfil

Expresso

TAP: Um negócio a exigir investigação

  • 333

Tendo sido o negócio TAP intempestivamente concluído por um governo de gestão que nunca chegou a ter apoio parlamentar, justificando a pressa com um súbito e muito mal explicado colapso da companhia aérea, temos todas as razões para pensar que se agiu de má-fé e com o intuito de impedir um processo transparente na venda de uma importantíssima empresa do Estado. Para se estrear com um gesto de moralização da política, António Costa deveria tomar todas as medidas necessárias para inverter imediatamente este processo. E, caso haja indícios de coisas mais graves, recorrer à via judicial para saber das verdadeiras razões e beneficiados (se os tiver havido) deste estranhíssimo e apressado negócio. Tudo isto foi demasiado indecoroso para ser, como é costume, esquecido

No dia em que o novo governo toma posse há ainda umas contas para saldar com o antigo. E não podem ser esquecidas, como tudo é esquecido em Portugal. A forma como a TAP foi vendida, por um governo de gestão e à pressa, é das coisas mais estranhas a que assistimos nos últimos anos da política nacional. É que não se tratava de um governo de gestão comum. Não era um governo que tinha cessado funções e estava à espera de eleições. Era um governo nomeado pelo Presidente da República e chumbado no parlamento. Ou seja, era um governo sem qualquer legitimidade democrática para tomar decisões políticas de fundo. O seu programa foi recusado pelos representantes dos portugueses. Sabia-se que seria substituído por um outro, esse sim com maioria no parlamento, numa questão de dias. Um governo que prometia tentar reverter esta privatização.

A pressa, num governo que nunca chegou a passar o crivo democrático do parlamentar, levantou naturais suspeitas. Ainda mais quando nenhuma data pré-estabelecida estava em causa . A razão dada para esta corrida final, no último suspiro, foi a de que a TAP, subitamente, ficou sem dinheiro. De um dia para o outro, convenientemente a uma semana do governo deixar de existir. Seguramente alguém terá forma de provar tão repentino colapso.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI