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Expresso

A maioria silenciada

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Nem o resultado da sondagem sobre o acordo, que mostra que a esmagadora maioria do eleitorado de esquerda (incluindo o do PS) se revê nele, nem o total isolamento de Francisco Assis dentro do PS me espantaram. Ando a dizer há duas semanas que há um grande consenso no eleitorado do esquerda e na militância dos três partidos em defesa desta solução. O que me espanta é que, depois de três semanas a mostrarem-nos apenas metade de um país, a comunicação social não faça agora o seu “mea culpa”. O acordo que foi encerrado hoje não é uma bizarria de um líder agarrado ao poder. É um acordo baseado na vontade de uma enorme maioria dos eleitores dos partidos que o celebram. Partidos que legitimamente se encontram em maioria na Assembleia da República. Não ter tentado esmagar pelo silêncio esta vontade era o dever de uma imprensa livre e plural.

Durante o último mês ouvimos duas coisas: que o país não compreendia e opunha-se a uma solução de governo que ou não era legítima ou era uma traição à vontade dos eleitores inesperada; e que o PS estava partido ao meio perante esta aliança contranatura. Foi com base nestas duas ideias que grande parte das opiniões publicadas foram fazendo as suas análises e até as notícias foram sendo dadas.

Francisco Assis ganhou uma enorme relevância no espaço mediático, como representante de um verdadeiro PS que não se rendia a este desvio esquerdista. A artificialidade e impopularidade desta solução esteve sempre presente no comentário e na informação.

Um mês depois veio a sondagem. As sondagens valem o que valem, mas valem seguramente mais do que os palpites de cada um.

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