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Expresso

Um governo de rendição

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Juro que acreditava que as fontes do PSD falavam a sério quando diziam que se ia apresentar um governo de “combate” e de “comunicação”. Um governo que mostrasse ao País que estaríamos a perder qualquer coisa com a moção de rejeição. Pensei que surgiriam nomes fortes da sociedade portuguesa e da política, empenhados em mostrar a sua indignação por aquilo a que andadaram a chamar de “golpe de Estado”. Afinal, temos um governo de terceira linha, composto por ministros fiéis, ex-secretários de Estado e apparatchiks do PSD. A coligação já se rendeu. Nunca pensei que o fizesse tão depressa. Nem sequer vão tentar captar votos dos deputados do PS ou ficar em gestão. Ninguém quis dar a cara por isto. Já não cheira a poder

Pedro Passos Coelho reapresentou o seu governo na versão loja dos 300. Repetem-se ministros indefectíveis (e apenas esses) do PSD e do CDS: para além de Passos e Portas, Maria Luís Albuquerque, Aguiar-Branco, Marques Guedes, Moreira da Silva, Assunção Cristas, Mota Soares e até o inacreditável Rui Machete. Sobem a ministros apagados secretários de Estado: o da Economia (Miguel Morais Leitão), o da Saúde (o inesquecível, pelas piores razões, Leal da Costa) e Teresa Morais, que passa a acumular com a igualdade outra excentricidade da esquerda, como a cultura. É o chamado Ministério que Pisca o Olho ao PS. Já se sabe que feministas adoram ler livros.

De resto, é gente do aparelho que tem de mostrar serviço: João Calvão da Silva na Administração Interna (presidente do Conselho de Jurisdição do PSD), o candidato derrotado à presidência da Assembleia da República, Fernando Negrão, para ministro da Justiça; Carlos Costa Neves, do PSD-Açores, antigo ministro da Agricultura de Santana Lopes e envolvido no caso Portucale, para os Assuntos Parlamentares.

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