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Expresso

Avançou, já não pode recuar

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Agora Passos Coelho forma governo. E formará um governo que mostre a unidade da direita neste momento de combate. Se PS, BE e PCP estiverem à altura dos seus deveres e chegarem a acordo sólido, fazem o que a democracia impõe: representam a maioria que neles votou, põem fim a um governo que perdeu o apoio da maioria do país e garantem uma alternativa com apoio da maioria dos deputados. Se algum deles falhar, não resta a Costa outro caminho que não seja a viabilização de um governo minoritário de Passos, a demissão e a entrega do partido a um Assis qualquer, para tratar de gerir as abstenções violentas e o processo “pasokização” do PS. Mas que não se entusiasme quem, à esquerda, julgar que ganha alguma coisa com isto. Os eleitores que votaram, na sua maioria, para correr com Passos Coelho, não perdoarão a quem puser os seus interesses partidários à frente da urgência deste momento. Os caminho que se começou já não tem retorno possível. Quem recuar pagará o preço

Ao contrário das interpretações que li sobre a sondagem da TVI, ela confirma que António Costa tem espaço de manobra político para fazer o que está a fazer. Depois de supostamente trair sem vergonha o seu eleitorado, o PS não só não perderia votos como até subiria um bocadinho. Depois dos eleitores saberem da possibilidade de um governo de esquerda, as forças de esquerda que dele fariam parte manteriam a sua maioria e a direita continuaria sem votos e deputados para governar.

Não são as sondagens que determinam a justiça de uma determinada escolha e devemos ser cuidadosos a tirar delas consequências políticas. Mas a verdade é que esta sondagem contraria a narrativa que os seus próprios divulgadores nos têm vendido. O PS não perde votos com esta escolha, os eleitores não dão maioria a Passos para a contrariar.

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