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Expresso

Democrático, constitucional, estável

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Os argumentos contra um governo de esquerda podiam resumir-se assim: para respeitar a vontade dos eleitores o PS tem o dever de viabilizar um governo que jurou aos seus eleitores que nunca viabilizaria; para respeitar a Constituição devemos fingir que temos um sistema eleitoral que garante maiorias a quem não as conquistou; para defender a estabilidade devemos ter um governo que não tem apoio para tomar posse, nem que para isso deixemos o país sem governo durante meses. Pela democracia, muda-se a palavra dada. Pela Constituição, inventam-se regras constitucionais inexistentes. Pela estabilidade, impõe-se o caos

Há, em cima da mesa, duas possibilidades: ou um governo do PSD/CDS com o apoio do PS (dentro ou fora do governo) ou um governo do PS com o apoio do BE e do PCP (dentro ou fora do governo). Em qualquer das soluções, a decisão cabe ao PS. Sobre a justeza e viabilidade destas duas hipóteses há três tipos de argumentos que não devem ser baralhados: um é de legitimidade política, outro é de legitimidade constitucional e democrática e outro é de garantias de estabilidade.

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