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Expresso

O líder de bancada seleciona o tolerável

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Não está nos poderes do Presidente da República o direito de fazer mais do que interpretar os resultados eleitorais. Poderá considerar, olhando para os resultados, que é preferível um governo minoritário ou maioritário. Que o que interessa é qual foi a candidatura mais votada. Mas não pode decidir, com base nos programas de cada partido, quem por causa deles governa ou não governa. Isso é um poder dos eleitores que o cidadão Cavaco Silva não substitui. Felizmente temos apenas mais uns meses disto. E os poderes que Cavaco tem não lhe permitem mais do que este desrespeito permanente pelas regras institucionais e democráticas

Diz-se sobre Cavaco Silva que nunca nos surpreende. Discordo. Surpreende quase sempre e quase sempre pela negativa. A sua confrangedora falta de sentido de Estado, que deu mostras na ausência nas comemorações do 5 de outubro, e foi rematada com uma estreia na vida política portuguesa: não ouvir os partidos antes de dar a um líder partidário a função de formar maioria de governo. Que me lembre, é a primeira vez que tal acontece. E acontece porque Cavaco Silva é líder de bancada, não é, nunca foi, Presidente da República.

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