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Expresso

Caminho bloqueado

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O eleitorado puniu de forma clara quem defendeu as convergências à esquerda. Não será por aí que se fará a renovação do nosso sistema político. Restam três possibilidades para vencer o bloqueio na esquerda. Primeira: o Bloco de Esquerda pega no meio milhão de votos, faz o seu aggiornamento, alarga espaço de influência, recupera a sua cultura antissectária fundadora, liberta-se do fantasma do PCP e dirige-se a um eleitorado quer alternativas viáveis, ocupando o espaço que o PS se recusa a ocupar. Se Catarina Martins o quiser fazer é agora, quando está na mó de cima no quebra-cabeças de tendências do partido. Segunda: há uma regeneração do Partido Socialista, com a ocupação de um espaço político que lhe estanque a fuga de votos à esquerda e que seja capaz de mobilizar o exército cada vez maior de descrentes, que sentem que nas eleições não fazem escolhas. A geração dos “jovens turcos” não deve ficar eternamente à espera. Terceira: um dia destes nasce de facto uma coisa capaz de romper com uma esquerda empastelada e presa no seu próprio labirinto. Tentei apoiar e ajudar quem se propôs a fazê-lo. Não podia ter falhado mais. Mas vergonha é não tentar e ficar apenas a fazer diagnósticos

Vamos todos fingir que há uma maioria de esquerda. Que o PCP venceu 45 anos de história, que têm o PS como principal inimigo, e na Soeiro Pereira Gomes discute-se de facto o futuro do país. Que hoje, terça-feira, o Comité Central debate condições exequíveis para propor ao PS a formação de um governo que salve o país de um governo que nos destruiu e que apenas representa 36% dos que foram votar.

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