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Expresso

Três meias verdades que são três mentiras

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Passos e Albuquerque dizem que não foi feito um pedido à Parvalorem, mas uma pergunta; que não eram prejuízos, mas meras previsões; e que as contas foram todas auditadas. As três coisas são meias-verdades que resultam em mentiras. Não é novidade o permanente martelar de números que permite a construção de um país faz-de-conta. Não é novidade que para esconder uma mentira Albuquerque e Passos recorram a meias-mentiras, sempre com aquele enfado de quem se tem de dar ao trabalho de lidar com a ignorância e o populismo. Resulta? A julgar pelas sondagens, é capaz de resultar. A mentira pode ter perna curta mas o país lá lhe vai acompanhando o passo

À noticia de que a atual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, teria pedido à Parvalorem, empresa do Estado detentora dos destroços do BPN, que ocultasse imparidades no valor de 577 milhões de euros, a própria ex-secretária de Estado do tesouro e Pedro Passos Coelho responderam três coisas: que não foi um pedido, mas uma pergunta; que não eram prejuízos, mas meras previsões; e que as contas foram todas auditadas. Tudo isto foi dito naquele tom, que conhecemos aos dois, de quem explica evidências técnicas a um povo infelizmente ignorante em matéria económica e financeira. São, no entanto, três meias-verdades que resultam em mentiras. É que como todas as mentiras, trazem à mistura qualquer coisa de verdade.

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