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Expresso

O último aviso para a teimosia de Madrid

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É oficial: a Catalunha tem um parlamento independentista, que os eleitores, que acorreram em grande número às urnas, sabiam ter a independência como objetivo. O governo que terá total legitimidade para liderar um processo de secessão. Já não precisa do referendo que Madrid não reconheceu. Acho, no entanto, que a Catalunha ainda poderá vir a não ser independente. Que quer apenas ser dona do seu destino e vergar o cego centralismo de Madrid. Que só se Espanha continuar a não querer assumir uma natureza federal e de integração voluntária é que Portugal virá a ter mais um companheiro na Península Ibérica.

Ontem não se jogava apenas o futuro da Catalunha. Não se jogava apenas o futuro de Espanha. Jogava-se, continua a jogar-se, um pouco do futuro da Europa. Isso já acontecera no referendo da Escócia. Mas a abertura do Reino Unido a uma mudança de estatuto daquele país contrasta com a histórica intransigência espanhola que ainda poderá condenar à desintegração. O que, estou convencido, favoreceu uma recusa da independência.

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