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Expresso

A quem desistiu de lutar a combatividade parece anacrónica

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A agenda blairista, defendida por aqueles que no Labour se arrepiam com a vitória Jeremy Corbyn, teve como único efeito a destruição ideológica, política e eleitoral do Labour. E, mais importante, a decadência dos partidos sociais-democratas na Europa, com belíssimos efeitos que podemos observar. É natural que quem defenda uma postura meramente defensiva para a social-democracia queira marginalizar as posições de Jeremy Corbyn, tratando-o como um radical lunático. Mas o mais curioso é ver que são aqueles defenderam a terceira via, uma linha política que causou irreparáveis derrotas à esquerda europeia, a explicar aos sectores mais dinâmicos da sociedade, os jovens e os trabalhadores que votaram em Corbyn, que as suas opções políticas são anacrónicas. A quem desistiu de lutar a combatividade parece ser uma coisa do passado.

Jeremy Corbyn foi eleito líder dos trabalhistas, deixando o establishment blairista, que tornou, ele sim, o New Labour num partido irrelevante para o futuro do Reino Unido. Irrelevante por não ter qualquer traço identitário que distinga, no que é essencial, da agenda dos conservadores. Irrelevante por ser incapaz de se apresentar como alternativa.

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