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Expresso

Os taxistas têm razão

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As empresa de táxis têm de ter licenças e alvarás, sendo que pagam bem caro por elas e o número é limitado. Os motoristas têm de ter carta de condução diferente da que é comum aos condutores de ligeiros e, eles próprios, têm de ter carteira profissional. Têm de pagar um seguro muitíssimo mais dispendioso do que os dos carros particulares. Por fim, têm os preços tabelados. Refugiando-se na utilização de uma ferramenta tecnológica e simulando ser apenas um intermediário para aluguer de viaturas, a UBER foge a todas estas obrigações e, sem qualquer diferença no objeto da sua atividade, concorre, de forma desleal, com os táxis. Mesmo para o mais empedernido dos liberais, é aí que o Estado deve intervir. O que está em causa é se queremos viver num Estado de Direito, com regras, deveres e direitos, ou se estamos preparados para viver numa selva. Já experimentámos os seus efeitos com a banca. Queremos o mesmo no resto da economia?

A imagem de taxistas a bater em taxistas, não ajudando à sua luta, tem uma importância marginal em relação ao que está em debate. E o que está em causa é muitíssimo mais do que a revolta de uma corporação. É a forma como a economia se organiza, como o Estado a regula e como a justiça é ou não é respeitada.

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