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Expresso

E uma regra de ouro contra a barbárie?

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A Europa de Schengen não sobreviverá se não houver uma política coordenada em relação aos refugiados. O que passa por dividir por todos o apoio humanitário a que, como democracias civilizadas, estamos obrigados. Formalizando um circuito legal e realista de entrada de refugiados na Europa e combatendo aqueles que usam a tragédia alheia para enriquecer. Seguindo o exemplo alemão, trabalhando para cada Estado aceitar o correspondente a 1% da sua população. Apoiando financeiramente os países que primeiro têm de lidar com a chegada desta multidão desesperada. E reagindo de forma determinada ao incitamento ao ódio e a à xenofobia promovido por Estados membros, como a Hungria. Se a Europa foi capaz de impor uma absurda regra de ouro para o défice deve impor uma regra de ouro para a decência. Não tenham ilusões: o discurso fascista de ódio e medo que fecha as fronteiras aos sírios em fuga pela vida acabará por fechar a fronteiras aos portugueses. Mais tarde ou mais cedo o “outro” somos nós.

No parque de estacionamento de uma estação de serviço de Parndorf, na zona fronteiriça entre a Áustria e a Hungria, um camião de transporte de carne abandonado há uns dias vertia um líquido. Quando o abriram encontraram dezenas de corpos de avançado estado de decomposição. Dezenas de refugiados, talvez algumas crianças, morreram sufocados e ali apodreceram. São vítimas da guerra, do tráfico e da incapacidade da inexistência europeia de ter uma política para a entrada de refugiados na Europa. Porque é isso que coloca estas pessoas, quase todas oriundas de zonas em conflito e alutarem pela sua própria sobrevivência, nas mãos de traficantes.

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