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Expresso

Pode tratar a CGD pelo menos com o mesmo cuidado com que tratou o BES?

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É curioso o contraste entre a forma como Passos Coelho se comportou quando esteve em causa a credibilidade do BES e como se comporta quando está em causa credibilidade do banco público pelo qual é responsável. Um mereceu-lhe a mentira mais descarada para lhe proteger a reputação, o outro merece-lhe insinuações descuidadas sobre os seus resultados. Não se pede muito. Que, em público, fale da CGD com o mesmo cuidado com que falou de um banco dirigido por aldrabões. Que o que é nosso, e tanto quer privatizar, lhe mereça tanto respeito como o que é de outros

Estávamos a 20 dias da bomba explodir nas mãos do Estado e dos contribuintes. Pedro Passos Coelho sabia praticamente tudo o que havia para saber sobre a situação do Grupo e do Banco Espírito Santo. Ainda assim, achou que devia acalmar as hostes. Disse à comunicação social: "Os depositantes têm razões para ter toda a confiança quanto à segurança que o Banco Espírito Santo oferece às suas poupanças". E fez questão de sublinhar o que era afinal uma mentira: "Uma coisa são os negócios que a família Espírito Santo tem e outra coisa é o banco. É muito importante que os agentes portugueses e os investidores externos consigam, não apenas perceber bem esta diferença, mas estar tranquilos relativamente à situação do banco.”

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