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Expresso

Os ilusionistas do emprego

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Nos últimos quatro anos, o número crescente de desempregados foi transformado em quatro coisas: emigrantes, falsos estagiários, escravos do Estado sem contrato nem salário e desocupados. Todos eles saíram das estatísticas. E é também usando estas habilidades que o governo consegue transformar a destruição de 298 mil postos numa enorme vitória - e mesmo para isso tem de mentir, como se viu na entrevista de Passos. O nosso desemprego não está nos 13%. O desemprego real, que é o que interessa ao país, andará próximo dos 20%. Se os que emigraram cá tivessem ficado seria de 29%. Festejam o quê?

A política tem a capacidade de criar uma metarrealidade. É possível um governo festejar conquistas que, a olho nu, todos conseguem perceber não resultarem de outra coisa que não sejam habilidades estatisticas. Apesar de ter destruido centenas de milhares de postos de trabalho, Passos Coelho consegue vangloriar-se por nos estarmos a aproximar dos numeros do emprego de quando chegou ao governo. A ideia é que quem perdeu o emprego acredite a realidade que experimenta não é a realidade do país. A realidade são habilidades estatisticas.

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