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Expresso

Isto também foi ideia nossa, diz Costa

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O PS está satisfeito porque foi conseguido um acordo que "permite a manutenção da Grécia como membro da zona euro". A "capacidade negocial" dos socialistas, de que o PS fala, resultou em garantir a total capitulação grega em defesa de um bem maior: manter o euro intacto, sem que nada realmente tenha de mudar na sua estrutura ou na Europa. O que separa os socialistas da direita será a recusa da expulsão de países do euro, não as condições em que eles lá ficam. Ao fazer um elogio quase solitário ao terrível acordo imposto à Grécia e ao querer partilhar os louros, Costa aceita que o preço de não confrontar as instituições europeias é voltar sempre para casa com mais austeridade na bagagem. E que as excelentes relações do PS com os socialistas franceses e italianos apenas lhe poderá garantir isso. Nada que as excelentes relações de Passos Coelho com Angela Merkel não garantam

Em todas as suas declarações públicas, seja pela pena da vice-presidente do grupo parlamentar Ana Catarina Mendes, seja pela boca de António Costa, a narrativa socialista para o que aconteceu em Bruxelas com a Grécia é a mesma: foi bom e foi bom graças aos socialistas. Não me vou aqui agarrar a picuinhices. Só me interessa mesmo o que nesta reação é politicamente relevante.

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