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Expresso

Quando Passos acredita na sua própria propaganda

Tudo aquilo que Passos Coelho considerou, no debate do Estado da Nação, ser resultado positivo de quatro anos de um caminho acertado, ou é falso (desemprego), ou segue um padrão de toda a Europa, incluindo da Grécia  (crescimento), ou devia fazê-lo corar de vergonha (evolução da dívida pública). No entanto, o homem entusiasma-se com a sua própria propaganda.

Tentando mostrar que, ao contrário da Grécia, nós seguimos um caminho que permitiu devolver dos portugueses um horizonte de “mais prosperidade, mais equidade e mais justiça”, Passos Coelho entusiasmou-se no debate do estado da Nação. O cenário dos últimos quatro anos foi de tal forma idílico (até a hecatombe na área da ciência foi transformada em explosão de apoios públicos) que, como propaganda, dificilmente pode resultar. Passos salientou três coisas: o regresso do crescimento, a descida do desemprego e o reembolso antecipado ao FMI. Vamos então por partes.

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