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Expresso

Em Bruxelas organiza-se golpe de Estado em Atenas

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A Grécia recuou até limites inimagináveis sem que, ao longo destes meses, as instituições europeias e o FMI fizessem qualquer esforço de aproximação. Mas parecia que finalmente havia acordo. A generalidade dos parceiros europeus, a começar pela Alemanha, elogiou o esforço grego. Até que ontem tudo mudou. Afinal era preciso mais. Já não se procura um acordo, mas conquistar uma capitulação total. Tudo leva a crer que o único objetivo seja o de provocar a queda de um governo eleito de um Estado europeu. Se assim for, isto não é uma negociação. É um golpe de Estado.

Alguma coisa se passa, de muito estranho, em Bruxelas. O recuo feito pelo governo grego, assinalado por todos os órgãos de comunicação social, se tinha algum problema era o de ser excessivo. Excessivo para as promessas eleitorais feitas pelo Syriza. Excessivo para garantir a estabilidade política na Grécia. Excessivo, acima de tudo, por, apesar de não aprofundar ainda mais a austeridade e poupar os mais pobres a mais massacre social, não inverter nenhuma das políticas que levaram a Grécia ao buraco em que se encontra. Excessivo por se comprometer com metas que são virtualmente impossíveis. E excessivo por deixar de fora o elefante que está na sala e ninguém pode ignorar: a sustentabilidade da dívida, que, graças à troika, passou de 115% do PIB para 177%.


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