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Expresso

O fator Silva Rodrigues nas privatizações nacionais

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Depois de sair da Carris, Silva Rodrigues foi trabalhar para a Barraqueiro. Qual a sua empreitada? Preparar a candidatura do consórcio daquela empresa privada de transportes com a TCC para a privatização da Carris, que ele administrara nos dez anos anteriores. As empresas privadas que querem comprar empresas ao Estado não podem comprar, antes de o fazer, os seus administradores. Até porque ficará para sempre a legitima suspeita de que a concessão da Carris à Barraqueiro esteve a ser preparada nos últimos anos. Não preciso de dizer que à mulher de César não basta ser séria. Porque ir para um privado tratar da compra da empresa pública que se esteve a dirigir durante dez anos não aparenta falta de seriedade. É mesmo muito pouco sério.

Académico respeitado, José Manuel Silva Rodrigues fez uma carreia na política e na Administração Pública. Entre 1981 e 1982 foi adjunto dos ministros das Finanças e do Plano. Entre 1983 e 1986 foi diretor da Rodoviária Nacional e esteve na IPE-Investimentos e Participações do Estado. Até ao final dos anos 90 esteve ligado a empresas do Estado na área dos transportes e turismo. Entre 1989 e 1991 foi administrador do IEFP e entre 1991 e 1998 foi Diretor Geral de Transportes Terrestres e ocupou funções na CP e noutros organismos públicos ligados ao sector dos transportes. 

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